segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Do enlace das mãos

De mãos dadas eles sorriam.
Era engraçado perceber que as mãos dela eram bem menores que as dele.
O que o inspirava a protegê-las entre as suas.
Ela, ao ajeitar o cabelo, retirou as mãos de sob as dele.
Ele permaneceu ali com as mãos abertas.
E, para as mãos ansiosas dele, foi o tempo de uma eternidade
Até que ela enfim repousou seus dedos novamente.
De mãos entrelaçadas
Ela, distraída, não percebeu quando ele a olhou com admiração.
Lançou-lhe um olhar tão terno.
Tão cheio de amor
Que se transformou logo num sorriso de gratidão por estar ali.
Eles estavam seguros, apoiados um no outro
E pareciam certos de que queriam permanecer assim.
Quero reacreditar na permanência.
Era tão bonita aquela cumplicidade
Que espero que eles nunca se percam.
Que as mãos nunca esqueçam como encontrar a outra.
Que nunca encontrem sentido em outras mãos.
Espero que sejam sempre as palmas dele a esperar pelas dela.
Que esse momento não perca nunca a importância!

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