sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Melhor é ver.

Porque a gente não quer perceber?
A gente tenta esconder
A gente finge não entender.
A gente treina os olhos pra ver
O que a gente quer ver. 
...
Mesmo que doa, é melhor deixar doer!
...



É... parece que a gente demora um pouco a aprender.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Sobra tanta falta

Que falta faz ver rostos conhecidos
Que falta faz reconhecer amigos
Que falta faz dizer um "oi" a cada esquina
Que falta faz ver um sorriso familiar
Que falta faz reconhecer uma voz
Que falta faz dizer: "que bom te ver aqui"
Que falta faz ser recebida por um abraço, que o meu abraço reconheça.
Que falta faz ter sempre companhia
Que falta faz a sensação de pertencimento
Que falta faz não sentir solidão
Que falta faz não ter que dar tanta explicação.
Que falta faz conversar com ausência de argumentos e ser compreendido
Que falta faz meu lugar.
Que falta faz a palavra pra expressar tanta falta.




sábado, 21 de novembro de 2015

o inverso

"Ah, quase ninguém vê
Quanto mais o tempo passa
Mais aumenta a graça em te ver, êh" 

Em cada verso
Lá estava o coração emocionado,
Um tanto apertado.
Como se gritasse
Estava acelerado.
Descobri o porque
É que ele tinha algo a dizer
Queria tanto te fazer saber
Que teria ficado muito feliz e aliviado
Caso assim, por um acaso
Você tivesse ocupado
Aquele lugar vazio, bem ali do lado.





sábado, 14 de novembro de 2015

Seja forte. Suporte!

O amor esfriando.
O mundo chorando.
Perco-me pensando.
Sinto medo
Mundo confuso.
Respiro fundo.
Cadê o ar?

Pra seguir em frente, dia a dia,
E tentar me livrar da agonia,
É preciso força.
É preciso lembrar:
[- "Não temas"]
Mas sinto o coração fraquejar
A lágrima tento esconder.
Pareço tão covarde.
Fé, pareço não ter.

E mais uma vez:
["Não tenha medo"]
Ouço ecoar.
Mas, olho ao redor
E no futuro começo a pensar.
Sinto culpa
E, aos filhos que virão,
Ensaio, desde já, um pedido de perdão.

E mais uma vez:
[Esforça-te. Tem bom ânimo]
Feito uma canção.
Aos poucos, então...
A paz começa a se reaproximar,
E ali, junto dela, está o ar.
Percebo que tinha muita coisa aqui dentro
Querendo me sufocar
Ocupando o lugar
Que, na verdade, eu sei
Só Deus pode ocupar.





quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Sensível

Sorriso não perecível
Doçura perceptível
Saudade tangível
Amor indiscutível.




sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Chega

Por esperar no portão,
Crendo revê-lo
Sentiu-se tolo.
Então,
Cansado de expectativas.
Se recolheu,
Aquietou-se e adormeceu.
...

Tudo se fez silêncio.
...

Tocam a campainha.
E, por conta do sono leve,
Lá estava ele assustado.
Aos tropeços, meio amarrotado,
Foi até a porta.
...

Outra vez, era só uma visita.


sábado, 12 de setembro de 2015

Des-virtue

"... Num mar de tanta indiferença era o sol que me faltava" (♪)


Que os sorrisos sejam reais e tenham companhia.
Que as palavras sejam verdadeiras.
Que sejam os olhos a fotografar cada momento.
Que os elogios venham antes dos retoques.
Que o amor seja desperto por inteiro, não por um ângulo apenas.
Que o gostar seja sentido no abraço.
Que a amizade se revele no encostar do ombro.
Que se tenha o privilégio de dizer ao pé do ouvido o que fizer sentido. 
Que o admirar não dependa do filtro escolhido.
Que os pontos em comum sejam descobertos depois de uma longa conversa.
Que refletidos um no outro, os olhares se reencontrem e se revejam. 
Que a poesia seja sempre fruto de sentimento.