terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Por sentir


Costumam dizer o contrário,
Mas... 
Não dá pra concordar com o ditado.
Porque, na verdade,
O que os olhos não vêem 
O coração sente 
...
E como sente.





quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Da realidade


"E quando chorar
Tristeza pra lavar
Num ombro cai metade do sufoco" ♪



Na fotografia
Nos revejo.
...
Nas palavras
Nos reinvento
...
Nas memórias
Nos reencontro
...
No espelho
Sou apenas eu.  






sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Em vão...

Aos ouvidos que a ouviram,
Aos olhos que as leram,
Ao coração que as recebeu...
Pertencem as palavras já ditas.
Rasgar a carta,
Exercício em vão.
Que em nada interfere no que existiu.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Do sentir

Nesse momento me sobram ausências
...
E o que faz companhia é um estranho nó na garganta.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

'Ahh braço

E foi tão de repente que o nós voltou a ser só eu.                
Um susto para o coração, antes abrigado, se perceber sem lugar
...
Apertado e sozinho.
Obrigado a expulsar o sentimento que fazia morada ali
...
E sabe, ainda faz
...
Que pena
Ele ter deixado de existir pra outra parte do nós.
Não sei se desapareceu...
Ou apenas intimidou-se com um ponto de interrogação.
Estranho pensar que decidiu ir e foi..
Sem nem sequer deixar um bilhete.
Se deixou meus olhos não leram.
Triste...
Perceber que fazia sentido para o "eu"
o que já não fazia para o "você"
O nós teve que se desconstruir.
Ceder lugar ao vazio...
Ao ponto de interrogação que sobrou
E agora ocupa o espaço que ainda lhe cabe!




[Um coração, sem medo de soar repetitivo, lacrimejou essas palavras]

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Incerto

Para onde foram as certezas?
Em que lugar se esconderam as convicções?
Sei lá,
Mas parece que entortaram os pontos de exclamação (!)
...
Ou será que anda estrábico esse coração?

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Da felicidade plural...


Era uma vez 
um tal de "Eu".
Um dia "Eu" se cansou de ser primeira pessoa. 
Percebeu que Ser "Eu"
não era tão suficiente assim.
"Eu" descobriu que podia deixar de ser singular.
Respirou fundo, criou coragem ...
E se permitiu ser a outra parte de um "Nós".
Seu sorriso, antes meio solitário, ganhou companhia.
Nunca vi o "Eu" tão feliz!



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